Thursday, December 10, 2009

Breaking news com alguns dias de atraso

A Pachanguita Junior comeu sushi. E sashimi. E sopa de miso. Ou melhor, provou estas três iguarias. Eu estava lá e vi. Há fotos. Ainda não estou em mim. A mulher dos bitoques colesterosos comeu peixe crú. A mulher que nunca provou alface colocou na boca uma alga manhosa.

Já não há desculpa para não fazer jantares pachangas em restaurantes japoneses.

NOTA: tenho uma foto no meu telemóvel que comprova o feito da petiz, mas na tenho cabos e o nokia não é compatível com mac, steve jobs e finlandeses de merda, please, kiss my ass.

Monday, December 07, 2009

Toga, toga, toga. post sem uma última frase assim witty. São 5 e 24 da manhã e uma pessoa está de ressaca



Lyon tem proporcionado inúmeros momentos de fricalhice, nos últimos tempos.
Depois do episódio travesti, armei-me em penetra e fui a uma toga party de um americano que nunca tinha visto na vida.
Vamos por partes: i crashed into a party na casa deste senhor de nome Eric. Não fui só. Éramos praí uma dezena de penetras, entre os quais a nossa querida Pachanguita Junior, que deu aqui um espectacular pulito que muito me fez feliz. Nenhum de nós tinha togas. As pessoas verdadeiramente convidadas para a festa, essas sim, estavam vestidas a rigor. Algumas até tinham coroas de louros na cabeça e andavam descalças num apartamento cujo o chão deverá ter sido branco antes do início das festividades.

A festa consistia em pessoas alcoolizadas de vestes brancas e fluídas, que ouviam hip hop desconhecido para mim e que de 14 em 14 minutos, entravam em transe e gritavam "toga, toga, toga".

Perguntei ao anfitrião o que era aquilo da festa da toga e ele respondeu que era assim uma tradição anglo-saxónica, o que me fez sentir bem, porque gosto muito das pessoas que falam inglês e das suas celebrações.

A festa desenrolou-se acompanhada plo amigo tinto Bordeaux e lá para as 3 da manhã consegui chegar ao computador, com uma colega, com o intuito de meter ordem naquela merda e proporcionar momentos de bom gosto musical. Rapidamente fomos expulsas por uma senhora de toga e de olho arregalado. Buuu para a senhora da toga.

Fomos embora sem dizer adeus àquela gente e rumámos ao único sítio aberto nas redondezas. Uma discoteca africana onde se pode fumar e onde até as paredes transpiram.
Uma discoteca africana que passa, claro, música africana, mas que nos presentou com pérolas dos 50's, como "Rock around the clock" ou "johnny B.Goode", do inesquecível Chuck Berry.

A coisa depois passou para o raggae, mais ou menos na altura em que um senhor africano me puxou para bailar, envergando uma cremalheira que consistia em dois dentes apenas.

Anglosaxonicamente, disse para mim mesma "enough" e deixei aquele universo, depois de acabar uma mini que me custou 4 euros(!!).

Thursday, November 19, 2009

Procuro uma pessoa com posses para ser minha sócia em negócio de banhos turcos

Vi a luz esta semana. Não a Luz Casal, não o Estádio da Luz, não a Maria da Luz, vizinha da minha avó.
Vi a luz turca, árabe, whatever. Descobri o melhor guilty pleasure que uma rapariga pode ter: o hamman.

Para quem não sabe, um hamman é basicamente um sítio quente, uma espécie de sauna light, onde mulheres passeiam desnudas, libertando toxinas e molhando-se com águinha. Um banho turco, portantos. Este tinha alguma classe e asseio, em tempos de pânico gripal.

Depois de uma hora a levar com os vapores, somos levadas para uma salinha, onde apenas com uma luva de exfoliação e sem utilizar qualquer loção, somos esfregadas como quem tenta tirar o arroz ressequido do fundo de um tacho com água fria e detergente do minipreço.

É espantoso ver a quantidade de merda que é libertada. Pedaços de pele preta saem das costas, das pernas, do ventre. Peles mortas, que eu julgava não ter, já que tomo o banhinho diário e esfrego muito bem todas as partes de minha anatomia.

E isto tudo por pouco mais de 20 eurecos. Daqui a minha vontade de encontrar um/a partenaire para abrir em Lisboa um pedaço do céu.

Também é fixe porque dá pa ver as mamas e cus de outras gajas e assegurar que somos mais jeitosas que a maioria das bitches que lá estão. Mais um ponto positivo para o ego. No final, senti-me bem mais leve e com vontade de dormir. Ah, para além de ter expulsado toda uma série de mucosidades, gentilmente exacerbadas pla minha paixão plos cigarrinhos.

Tuesday, November 17, 2009

Ide e vede este blog

é de uma amuguita espanhuela do sucesso que trabalha comigo. Viva o pachanguedo ibérico!

Monday, November 09, 2009

Qués ver que eu sou hipocondríaca e não sabia?

Sem saber, hoje trabalhei com uma pessoa que está com gripe A. Uma colega relatou-me o facto e passados alguns segundos eu estava com febre, dores no corpo e uma tosse de cadela reumática. Outra colega disse-me então que era impossível ficar doente em cerca de 20 minutos, pois o bicho fica a marinar no corpo praí uns dois dias.

Fui gravar uma peça e passaram os sintomas. Foda-se, sou hipocondríaca. Era o que me faltava.

Friday, October 16, 2009

Post rápido para partilhar umas coisinhas enquanto o pachanguedo anda a abanar-se na ILGA ao som da blondie e companhia

Fui pedida em casamento. Calma, mas não aceitei. Ele era um taxista francês, amante de Portugal, cujos pais são os felizes proprietários de uma moradia numa aldeia perto de Aveiro. O rapaz gosta tanto do nosso país que passa a vida a apanhar aviões para aproveitar o que a terra lusa tem pra dar. Num português esquisito, com muitos foda-se e fixes lá para o meio, traçou o nosso plano de vida, que passava, lá está plo matrimónio e por uma vida calma na cabana da dita aldeia. Disse que já era casada, o que lhe causou algum transtorno. No final, tive direito a um desconto, "por ser linda e portuguesa", qual hino de Marante.



Como se não bastasse, na mesma semana caiu-me um travesti em cima. Vinha eu a sair do metro, numas escadinhas escuras e eis que vejo um ser brilhante, envergando calção curto, um coletezinho de pêlo farfalhudo, uma collant preta e como não podia deixar de ser, a bela da plataforma prateada. Tinha umas belas pernas, o cabrão/a puta. Descia formosa, mas nem por isso muito segura. Fodida, a plataforma. Olaré, torce o delicado pé e aterra nos meus braços, donzela traída plos castigadores saltos. Evito que a Cassandra caia (Cassandra foi o nome que lhe dei apesar dele/a ser provavelmente um jean-pierre ou quiçá um nicholas) e olho seus olhos assustados. Rapidamente, como uma leide, o ser brilhante recompõe-se, depois de uma breve troca de palavras que incluiu "merci" e "ça va?". Queria fazer ali um female bonding com a pessoa, mas o meu francês não deu pra isso. Paciência. Agora já aprendi mais umas frases em francês para a próxima vez que um travesti me cair em cima.

Thursday, October 08, 2009

Geriatria e naturismo

Duas palavras que não devem andar de mãos dadas. Duas palavras que não devem ser proferidas sem plo meio terem um sinal de pontuação amigo. Duas palavras que fazem dói dói à gente, quando ganham vida, bem à frente de nossos olhos ainda sem rugas.

Num paraíso mediterrânico, onde é permitido o nudismo em todas as praias, as surpresas são muitas. Há a estranheza, entranhada nos nossos estômagos católicozinhos, inculcada pla D.Susete (a minha catequista, não a minha mãezinha). Depois vem a aceitação, comandada plos factos: um corpo nú é um corpo nú. Mamas, cús, pneus, celulite, umbigos, pêlos, não há nada mais intrinsecamente humano, nada mais intrinsecamente factual.

É aqui que surge a admiração. Por quem não é perfeito e não o esconde. Por quem tem cicatrizes de cesarianas e não as tapa. Por quem não tem medo de que um grão de areia provoque uma terrível infecção na genitália, que, como todas sabemos, é uma flor sensível ao bichedo que vive nas praias deste mundo.


Pouco depois, vem a adesão e frases tão complexas como "tou-me a cagar" ou mesmo um "aqui ninguém me conhece". Esta fase é acompanhada de alguma euforia e orgulho no nosso próprio ser, abraçada por um sentimento de pós-modernidade, que afinal é tudo menos pós-moderno.

Tudo isto é bem bonito e até um pouco espectacular, mas eis quando todo o meu entusiasmo plo naturismo desvance em apenas alguns segundos. Ser bombardeada por pilas de pessoas que não conseguem olhar para o próprio membro há 10 anos, devido às várias camadas adiposas, quebra toda a mística. É como quando estamos a ouvir aquelas cançonetas melosas dos sixties e de repente a agulha do vinil fica doida.

Para além de ou outro jovem, os adeptos do nudismo são entradotes e a flacidez das peles já se instalou nos seus corpos para todo o sempre. Ao início, repara-se muito, compara-se, especula-se, mas depois vem a bonança (acompanhada da mítica música). Sacode-se um cadinho da areia que teima em colar-se a determinadas partes da nossa anatomia e fecha-se os olhos. É bem bom estar em casa.